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Postado em: 03/01/2018 09:39:00 por Equipe ConsertaSmart


O Galaxy J7 Pro faz parte do movimentado segmento intermediário de smartphones. Ele vem equipado com uma tela FullHD de 5,5", bom SoC e quantidades de memória RAM e armazenamento interno suficientes para garantir uma boa experiência com o dispositivo. Será que ele garante seu espaço nesse sobrecarregado segmento do mercado?

Design e Tela
Boa tela e design

O Galaxy J7 Pro mantém um design presente em outros modelos da linha J, com o botão home físico e dois botões capacitivos nas laterais. Seu diferencial comparado a linha Metal, por exemplo, é o uso de um acabamento metalizado em peça única que faz o encaixe com a tela na frente.  Ele se assemelha bastante ao J7 Prime, sendo que ambos possuem um vidro 2.5D. 

J7 PRO USA ACABAMENTO METÁLICO EM UM CORPO EM PEÇA ÚNICA

Esse formato é eficiente e confortável de ser usado, porém como fica evidente nos modelos que citamos, está "um tanto datado", sem muitas novidades comparado a modelos anteriores. Não é algo que se torne um problema para o consumidor, mas que chama menos a atenção que um produto como que arriscou bem mais, como o Motorola Moto X4. Seus traços mais característicos são duas faixas na parte traseira, onde funciona suas antenas, e a câmera centralizada junto com o símbolo da Samsung.

O DESIGN REPETE FÓRMULAS USADAS EM MODELOS ANTERIORES DA LINHA J

Sua tela de 5.5" polegadas usa a tecnologia AMOLED e assim como outros modelos da empresa nesse segmento se destaca pela excelente saturação das cores. A resolução é FullHD, o que resulta em uma boa densidade de pixels. Por conta de sua tela, o J7 Pro é um dispositivo grande, mas suas bordas finas nas laterais tornam possível utilizá-lo com apenas uma mão. Um detalhe que chama a atenção é seu peso: 181 gramas é um pouco mais que muitos dos aparelhos com esse porte de tela costumam pesar.

A conexão utilizada é a microUSB na parte inferior, junto com o fone de ouvido, enquanto a caixa de som está no lado direito, na parte superior. Esse posicionamento é interessante por evitar que o usuário bloqueia saída de som quando segura o aparelho no modo horizontal. O som é mono e não espere muita qualidade dessa caixinha. Fechando os demais elementos de design, os dois cartões SIM e o cartão microSD para expansão da memória são acessíveis através de gavetinhas

Performance e Autonomia
Boa autonomia e performance regular

O J7 Pro aposta na combinação Exynos 7870, 3GB de RAM e 64GB de memória interna para garantir uma boa experiência do usuário com o Android. O SoC possui oito núcleos Cortex-A53 em 14 nanômetros operando em 1.6GHz, um conjunto que tem como grande destaque eficiência energética e performance um pouco abaixo de outros modelos do segmento.

O SoC de 14 nanômetros com uma tela Super AMOLED e uma ampla bateria de 3600 mAh trazem um efeito bastante positivo na autonomia do aparelho.  Em nosso usos cotidiano ele entrega uma bateria capaz de segura sem problema nenhum um dia todo de uso, e um usuário mais moderado pode chegar a dois dias de autonomia.

 

 

Veja a imagem neste link.

Veja a imagem neste link.Diego [email protected]

Uso de bateria do Galaxy J7 Pro em meus testes. 27 horas de uso combinado... Bem interessante!

18:59 - 27 de dez de 2017

Câmera
Câmera regular, e estabilização faz falta

Para fotos o Galaxy J7 Pro conta com sensores de 13MP tanto na câmera frontal quanto traseira. A traseira tem uma abertura um pouco maior, com f/1.7, enquanto a frontal usa uma objetiva com f/1.9. Nenhuma das duas possui estabilização óptica, e ambas contam com um flash de LED simples.

Quando a iluminação ajuda, as fotos captam bastante detalhes e cores vivas. Quando as "luzes se apagam", porém, há muita granulação e uma perda notável na capacidade de registrar detalhes como texturas em objetos, e as cores começam a ficar "lavadas". A estabilização também passa a ser um problema: como não há estabilização óptica, é preciso manter o pulso bastante firme para que fotos noturnas ou mesmo no final de tarde não fique borrada por conta de uma tremida na hora de bater a foto.

Sistema e recursos
Sensor de digitais e as modificações da Samsung

A interface do Galaxy J7 Pro é a "Samsung Experience", algo que muitos já conheciam pelo nome "TouchWiz", no passado. É uma UI que evolui bastante comparado ao que vimos em modelos Galaxy anteriores, com muito menos funcionalidades e apps invasivos, mas que ainda altera menus e interfaces do Android.

O design presente no J7 Pro em sua interface é semelhante ao que vemos no restante da linha Galaxy, em modelos como os Galaxys A e S. Quem não curte essa modificações pode não simpatizar, porém usuários de aparelhos da Samsung no passado vão "se sentir em casa". Em geral, o padrão de ícones e organização dos elementos é bem funcional.

O bloatware, como sempre, faz sua presença nessa UI, mas até que não é dos piores. Vem pré-embarcados suítes de aplicativos da Microsoft, com coisas como Excel, Word e PowerPoint, além de uma pasta só com apps da Samsung, como apps de gravação de voz, e-mail e um navegador. Nada fora de controle 

Veja a imagem neste link.

Fechando os recursos adicionais, o J7 Pro também conta com um sensor de digitais, algo que já tem se tornado padrão nesse segmento de preço. A leitura é mais eficiente do que a experiência que tive com outros smartphones da empresa, caso do Galaxy A5, e só falha nas situações que já são comuns, como quando o dedo está molhado ou suado.

Conclusão

Com tantos aparelhos povoando esse segmento que vai dos R$ 800 aos R$ 1.2 mil, fica difícil achar uma diferenciação para cada um. A Samsung já deixava isso o caos com J Primes, J Duos, J Metais e por aí vai, e a Lenovo/Motorola apertou ainda mais o espaço com caras como o Moto G5, Moto X4 e as vezes um eventual Vibe K6. Modelos que eram de segmentos superiores também vão reduzindo seu preço, e isso coloca até o Zenfone 3 nessa bagunça. Nem vou falar dos aparelhos importados pra não deixar pior.

Com isso fica um pouco difícil achar no que o J7 Pro consegue se levantar quando a poeira dessa briga baixar. Seu design é menos interessante que aparelhos que usam acabamentos em metal e vidro, que vem atraindo muitos consumidores e em vários casos trazem adicionais como resistência à água (Moto X4 e Galaxy A5 2017). Seu processador e chip gráfico não ajudam, e tem menos desempenho que a maioria dos aparelhos 


https://adrenaline.uol.com.br/2018/01/02/53596/analise-smartphone-samsung-galaxy-j7-pro/

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